Talento brasileiro em Dubai
Talento brasileiro em Dubai
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Talento brasileiro em Dubai

 

Há dois anos morando em Dubai, a brasileira Juliana Estanislau descobriu as áreas de estética e beleza como uma opção de carreira promissora naquele país. Mas quem pensa que é fácil ser bem-sucedido fora do Brasil, a esteticista garante que é preciso muita força de vontade, paciência e seriedade para se construir uma trajetória de sucesso.

Dubai é famosa pelos seus cartões-postais exuberantes e por ser um pólo turístico de luxo e de glamour. Mas também é um lugar de oportunidades, especialmente nas áreas da estética e beleza.

É o que garante Rita Juliana Estanislau Sampaio, essa brasileira de 24 anos que há dois anos mora no local. Dubai é um dos sete emirados que compõem um país chamado Emirados Árabes Unidos, sendo o mais rico deles.

Juliana, que vivia antes em São Paulo, fazia faculdade e atuava como secretária presidencial, quando o marido recebeu uma proposta para trabalhar em Dubai.

Mas antes de se mudar para aquele país, Juliana queria ter uma ocupação que lhe proporcionasse ganhos financeiros e lhe trouxesse também realização pessoal. Foi então que percebeu uma carência na região de serviços ligados à estética e beleza.

“Descobri que em Dubai quase não há brasileiras atuando no ramo de estética, e o preço desses serviços nos salões é exorbitante. Assim, fiz vários cursos nessa área. Frequentava as escolas dia e noite e consegui quatro diplomas”, revela.

Já em Dubai, Juliana tratou de fazer sua clientela. Apresentada a um grupo de esposas de pilotos da companhia aérea Emirates, ela iniciou uma carreira de sucesso. “A partir daí, surgiram outras brasileiras, esposas de estrangeiros, de jogadores de futebol, de árabes etc. Em pouco tempo, eu já estava com uma clientela cativa”, conta.

Atualmente, Juliana trabalha com tratamentos capilares diversos (aplicação de queratina, escova progressiva, hidratações etc.), além de tratamentos em estética corporal e fácil (massagens, esfoliações, banho de lua, limpeza de pele, entre outros).

Segundo Juliana, sua rotina é bastante atribulada. A brasileira trabalha sozinha para atender todas as suas clientes. Além disso, recentemente, ela descobriu a maternidade. Seu primeiro filho, Aaron, tem dois meses e toma grande parte de seu tempo. Por isso, ela precisou diminuir um pouco o ritmo.

 

Atendimento em domicílios

 

Normalmente, Juliana, que mora em uma região chamada Discovery Gardens, faz os atendimentos em domicílios. Sua rotina envolve até 13 horas de trabalho por dia. “Em Dubai, existem muitos salões, spas etc., mas o serviço, em linhas gerais, é superfraco. A mão-de-obra é muito barata e as esteticistas vêm, a maioria, das Filipinas e da Índia, sem muitos conhecimentos técnicos.  Por isso, o salário é bem baixo. Daí a opção de atender em domicílio, que traz melhores ganhos financeiros”, conta.

Por outro lado, Juliana explica que ser autônomo é considerada uma prática informal de trabalho em Dubai. Segundo ela, para poder atua nessa área naquele país, a pessoa precisa montar um salão e abrir uma empresa. “Eles obrigam a ter uma sede física e um sócio local. O problema é que para usar o nome da pessoa no país, temos de pagar um valor muito alto, o que acaba inviabilizando o negócio. Sem contar a porcentagem do faturamento que precisamos também pagar a esse sócio somente por usar seu nome. Por essa razão, optei por trabalhar por conta, atendendo nas casas de brasileiras, nas mansões das árabes etc.”, esclarece Juliana.

De acordo com Juliana, o perfil dos clientes também é bem diferente dos frequentadores de salões brasileiros. “Em Dubai, por mais que o serviço seja ruim, os clientes exigem um lugar glamouroso e luxuoso. Uma curiosidade é que se costuma sempre a chamar as clientes de madames e os homens de senhores, não importando a idade que tenham”, acrescenta.

Outra curiosidade da área é que os salões apresentam um layout mais fechado, não sendo possível visualizar seu interior quando se está do lado de fora. “Em alguns lugares, os proprietários colocam até um lençol preto, que impede qualquer um de olhar o que há internamente. Também não é permitida a entrada de homens em salões ou spas. Para eles, existem os formatos com atendimento exclusivos”, declara.

 

Realização pessoal

 

Para Juliana, a qualidade de vida no país é a melhor que ela já viu. “Morei também na Europa, e a qualidade de vida não chega nem aos pés da de Dubai.

E os clientes gastam muito com beleza. Para se ter ideia, um tratamento para alisar o cabelo, que lembra um pouco a nossa escova progressiva no Brasil, custa em média 4 mil Dhs (Dirham, a moeda local), que equivale a cerca de R$ 2 mil. Os salões faturam demais, em função da mão-de-obra barata, e são deslumbrantes”, relata.

De acordo com ela, apesar de tanta ostentação, o custo de vida em Dubai não é exorbitante. “Aqui, a pessoa pode comprar aquele carro último tipo que tanto sonhou ou outros bens que sempre quis. Tudo é livre de impostos. Mas a moradia é realmente um absurdo”, explica.

Para quem se animou com a trajetória de Juliana, ela dá um recado. Segundo a brasileira, a área de beleza em Dubai é promissora, especialmente pelo lado financeiro. Mas existem muitas dificuldades, principalmente no âmbito legal.

“Na área de beleza, os profissionais brasileiros são muito bem vistos. Mas é preciso muita força de vontade e muito trabalho. Posso dizer que atuar nesse mercado foi a minha melhor escolha. Nunca pensei que daria tão certo. Na verdade, os brasileiros, quando exercem a profissão com ética e seriedade, têm ocupação garantida e não param de trabalhar”, garante Juliana.

 

Por Madalena Almeida, jornalismo Estética & Negócios

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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